Sonhei que vivia um grande amor.
Esse amor era tão intenso que doía dentro do meu peito.
Procurei incansavelmente pessoas, talvez minha alma gêmea,
em tantos lugares, em festas, bares, amigos de amigos e foi através daquilo que
eu tinha mais preconceito, a internet, foi que ele chegou.
No início não achei que era amor, talvez fosse mais uma
pessoa que eu conhecia que me trazia coisas boas. Altruísmo, carência,
simpatia, empatia, honestidade, alegria. Aquela sensação de sentir-se bem ao
lado da pessoa. De repente percebi que eu o admirava, que sentia falta de sua
voz, de seus conselhos, da sua companhia, de seu carinho, do seu corpo e do seu
cheiro. Que contava dias e noites para estarmos juntos.
Mas era um sonho, e no sonho tudo é perfeito.
Em alguns momentos sofri, fiquei chateada, chorei porque
esse amor não era o que sonhei.
Passei horas, dias pensando sobre isso, o amor faz parte da
vida das pessoas, mas as pessoas são o que são e ninguém dá aquilo que não tem,
inclusive eu.
Nesse momento acordei para dentro e percebi que talvez ele
estivesse sentindo o mesmo que eu, ou quem sabe, estivesse se sentindo até
pior, talvez estivesse muito transparente em mim o fato de estar constantemente
procurando algo que ele poderia achar que faltava nele, mas que na verdade,
faltava em mim.
Acordei para dentro e percebi que viver um dia de cada vez,
com o que se tem, sendo feliz por ter aquilo que se tem, alguns dias mais,
outros menos, mas aproveitando cada momento é descobrir que o amor está na sua
vida todos os dias.
Acordei para dentro e senti que meu sonho foi realizado, o
amor estava ali, ao meu lado, só esperando que eu acordasse para vivê-lo.
Dedicado a minha grande amiga, irmã, cúmplice e comparsa de
todas as situações de minha vida, Andreia Vieira de Camargo Miranda.