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sexta-feira, 30 de março de 2012

“O silêncio é a comunhão de uma alma consciente consigo mesma” – H.D. Thoreau


Todos os dias fico pensando nas coisas que me são ditas em todos os momentos da minha vida: em casa, no trabalho, entre amigos, na condução... e cada vez mais percebo o quanto as pessoas não falam, elas “despejam”.

Em certos momentos eu acredito que o silêncio é a melhor resposta para todas essas coisas que são despejadas, desabafadas em nós; o stress, a angústia, o medo, a insegurança, a carência de todos nós faz com que coisas sejam ditas até sem o menor filtro.

Às vezes acho que pessoas assim podem até começar uma guerra...

Observo, ouço, pondero e aprendo.

Nesse aprendizado acho que o melhor mesmo é olhar para dentro de si, no silêncio, e descobrir se estou assim também...

Aprender a ficar em silêncio é a ferramenta necessária para o crescimento, para evolução do ser humano.


Escrevi este texto porque nesta semana uma pessoa sem boa vontade de nada nesta vida teve a capacidade de criticar outra pessoa que simplesmente não fala, faz. Meu carinho e respeito a todos aqueles que não batem no peito dizendo eu sei, mas que vão lá e fazem, até mesmo sem dizer nada pra ninguém porque o importante não é saber a diferença entre as coisas, é saber fazer as coisas.

segunda-feira, 26 de março de 2012

“As coisas não mudam. Nós mudamos.” – H.D. Thoreau


Temo o tempo dessas pessoas que cobiçam até o sangue do seu próximo por causa do poder e da ganância. A necessidade da evidência.

Temo o tempo dessas pessoas ardilosas, vestidas em pele de cordeiro que com os mesmos dentes que riem, mordem. Crueldade.

Temo, definitivamente, o tempo dessas pessoas que, acostumadas à maldade, tornaram hábito a humilhação do próximo. Escárnio.

Em épocas de trevas fui vítima da perseguição da alma, tudo o que disse foi usado contra mim; levei para casa fardo maior do que podia carregar.

Em dias de sol me preocupei com você, fui sua amiga, companheira, confidente, colega de turma, de trabalho, de família, de vida. Daqueles momentos bons e daqueles não tão bons assim...

Em dias de chuva fui leal, mas até meu sangue foi sugado porque esses sentimentos deixaram, para você, de serem conquistados e sim, obrigados.

Em noites escuras ouvi, amparei, aconselhei e o seu sorriso momentâneo foi a mordida do dia seguinte.

Em um dia sombrio cheguei a um ponto do caminho que percebi que tudo o que eu tinha eram duas opções de direção: uma, de conviver com a maldade insurgente, inerente à sua alma; outra, de saltar no abismo do desconhecido, mas com a certeza de que toda essa bagagem que levava amorteceria minha queda.

Em dia iluminado descobri que mesmo no abismo desconhecido o que nos dá asas e faz voar é a leveza do coração. Hoje, o meu tem asas.



Dedicado em particular a Ana que assim como eu é “discípula” de Lord Byron e a todas as pessoas que já passaram por situações controversas sociais, profissionais, familiares e emocionais.

Explicação

Olá, aviso a todos que lêem o Blog da Fe Pepper, que os textos criados são baseados nas citações dos autores que coloco em destaque no título da postagem e também criados a partir de experiências vividas por mim e por amigos. Beijos!

sexta-feira, 23 de março de 2012

“Sonhar é acordar-se para dentro” – Mario Quintana


Sonhei que vivia um grande amor.

Esse amor era tão intenso que doía dentro do meu peito.

Procurei incansavelmente pessoas, talvez minha alma gêmea, em tantos lugares, em festas, bares, amigos de amigos e foi através daquilo que eu tinha mais preconceito, a internet, foi que ele chegou.

No início não achei que era amor, talvez fosse mais uma pessoa que eu conhecia que me trazia coisas boas. Altruísmo, carência, simpatia, empatia, honestidade, alegria. Aquela sensação de sentir-se bem ao lado da pessoa. De repente percebi que eu o admirava, que sentia falta de sua voz, de seus conselhos, da sua companhia, de seu carinho, do seu corpo e do seu cheiro. Que contava dias e noites para estarmos juntos.

Mas era um sonho, e no sonho tudo é perfeito.

Em alguns momentos sofri, fiquei chateada, chorei porque esse amor não era o que sonhei.

Passei horas, dias pensando sobre isso, o amor faz parte da vida das pessoas, mas as pessoas são o que são e ninguém dá aquilo que não tem, inclusive eu.

Nesse momento acordei para dentro e percebi que talvez ele estivesse sentindo o mesmo que eu, ou quem sabe, estivesse se sentindo até pior, talvez estivesse muito transparente em mim o fato de estar constantemente procurando algo que ele poderia achar que faltava nele, mas que na verdade, faltava em mim.

Acordei para dentro e percebi que viver um dia de cada vez, com o que se tem, sendo feliz por ter aquilo que se tem, alguns dias mais, outros menos, mas aproveitando cada momento é descobrir que o amor está na sua vida todos os dias.

Acordei para dentro e senti que meu sonho foi realizado, o amor estava ali, ao meu lado, só esperando que eu acordasse para vivê-lo.

Dedicado a minha grande amiga, irmã, cúmplice e comparsa de todas as situações de minha vida, Andreia Vieira de Camargo Miranda.


O início


Sempre tive vontade ter um blog, há anos, até hoje não sei dizer por que nunca consegui tomar essa decisão... Talvez por achar que ninguém fosse se interessar pelo que eu penso, acho e tenho a dizer. Então tomei coragem e resolvi acabar com esse dilema!!

O que eu vou escrever aqui? Cenas cotidianas, minhas, de amigos, presenciadas e que principalmente falem de pessoas. São tantas postagens em redes sociais, no Face e no Twitter de mensagens altruístas de personalidades conhecidas, desconhecidas, frases de autores e bla bla bla, mas ninguém tem coragem de falar de pessoas, como eu, como você que lê esse blog agora. Não estou criticando quem faz isso, mas dê um sentido para aquilo está postando...

Talvez as pessoas se identifiquem, talvez critiquem, talvez achem graça, talvez agradeçam por não estar na situação narrada, enfim, são pessoas lendo sobre pessoas. Essa é a minha proposta.

Encerro citando aquele que, ao dizer a frase que transcrevo, me inspirou a definitivamente escrever esse blog: “A mente é como um pára-quedas. Só funciona se abrir” – Frank Zappa